Sonia Lyra, PhD, participa do Colóquio “Jung e a Alquimia do tempo” na França.

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No dia 16 de novembro de 2019, a Analista Junguiana, Sonia Lyra, PhD, participou na França, do Colóquio “Jung e a Alquimia do tempo”. Confira a entrevista e saiba mais sobre o evento:

Confira a transcrição da entrevista:

“Eu sou a Sonia Lyra. Sou Analista Junguiana do Brasil. Tenho formação pela Associação Junguiana do Brasil e pela IAAP (International Association for Analytical Psychology). Também tenho Doutorado em Ciências da Religião com um foco em Nicolau de Cusa, uma vez que nós estudamos o conceito de símbolo a partir desse autor. Jung se apropria desse conceito para a construção de sua Psicologia. Eu também tenho um Pós-doutorado em Kierkegaard, que desenvolve fantasticamente o conceito de ética que tem que fazer parte de todos os processos da Psicologia e que, às vezes, não é muito aprofundado nas nossas formações. Isso eu vejo, assim, como uma necessidade de aprofundamento, de ampliação e aprofundamento. E também tenho mestrado em Jung – Leitor de Nietzsche, acerca da morte de Deus, que é a temática também. Jung deu aqueles seminários, cinco anos de seminários sobre a leitura de Zaratustra de Nietzsche. Então, eu escrevi sobre isso, tenho um livro publicado sobre isso. E eu estou dando essa pequena conferência para contar para vocês como é que foi esse encontro aqui em Paris, dia dezesseis de novembro de dois mil e dezenove nós tivemos aqui um Colóquio com o tema “Jung e a Alquimia do tempo”. Foi um Colóquio que durou várias horas. Teve mais de cem participantes, de vários países. A temática foi muito bacana. De você lembrar do seu futuro. Como assim lembrar do seu futuro? O que é essa Alquimia do tempo, né? Então, teve vários colegas apresentando trabalhos aqui. O que nos chama a atenção em um Colóquio como esse e se tratando de Imaginação Ativa? A Imaginação Ativa foi mencionada duas vezes em diferentes apresentações no Colóquio, mas sem nenhum aprofundamento do tema. Em conversas particulares, com uma ou outra colega, sabe-se que sobre Imaginação Ativa se menciona. Existe. Jung abordou Imaginação Ativa. O Livro Vermelho fala sobre Imaginação Ativa, mas nós não temos um aprofundamento do tema, pelo menos não nesse Colóquio. E seria muito significativo que houvesse uma apresentação como essa. Portanto, o que nos concerne é, talvez em um futuro próximo (…) inclusive eu trouxe a ideia da revista para a gente enviar alguns trabalhos. E como é que nós estamos trabalhando com a Imaginação Ativa no Brasil. Porque, nesse ponto, nós estamos realmente bastante adiantados. Nós trabalhamos com o sintoma, nós trabalhamos com a transformação da libido de uma forma objetiva. O que eu trago comigo dessa viagem, dessa experiência, desse contato com os colegas analistas de toda a Europa e de outros países. Eu trago o seguinte, nós hoje temos na Associação Junguiana do Brasil um departamento de Imaginação Ativa. Esse departamento já iniciou a apresentação da Imaginação Ativa para a América Latina através de um evento que nós tivemos em final de setembro que foi dado em espanhol. E nós falamos da Imaginação Ativa como um fator eficaz na prática da psicoterapia. Agora, para a Europa. Não propriamente ainda o grupo francês, porque é provável que em um futuro próximo a gente reapresente esse trabalho em francês, o que nos favorece o estudo da língua. Nós vamos apresentar, outra vez, para o grupo da Europa a Imaginação Ativa. E, desta vez (…) devido aos horários, nós apresentamos primeiro para a América Latina. Agora nós vamos apresentar para a Europa. Dentro de três semanas nós já vamos estar fazendo isso. Então, o que é que se pode dizer aos estudantes de Psicologia. Hoje nós temos muitos grupos de estudantes de Psicologia participando das temáticas diferentes. Sonhos, Imaginação Ativa, contos de fada, enfim, dessa dimensão arquetípico simbólica da Psicologia Analítica. Eu tenho percebido que muitos dos estudantes de Psicologia hoje, eles já querem fazer um preparo, fazer análise, fazer uma visão clínica. Um preparo para vir a se candidatar à formação. O que eu acho genial, porque a formação também é um complemento. Quatro, cinco, seis anos de formação. E, aos poucos, esse nosso grupo vai, não só recebendo formação, mas informação. E vai aprofundando, claro, agora em um contato direto com os diferentes países. Então, eu diria sim que os estudantes realmente (…), aqueles que têm sido chamados para essa área da Psicologia Analítica, cada um aí tem a sua prospecção de futuro, como diz a nossa alquimia do tempo, que busquem fazer parte dos cursos e dos congressos.”

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